Viva ESG: como a Aviva cuida da água, dos resíduos, do plástico e das emissões em seus resorts

14 min de leitura18 Setembro, 2026
Aviva Esg   Sustentabilidade

Quando você pensa em férias, provavelmente pensa na água quente de Rio Quente, no mar da Costa do Sauípe, em uma refeição no resort ou em um dia inteiro de diversão. Por trás de cada uma dessas experiências existe uma operação que também precisa cuidar dos recursos naturais, das pessoas e das comunidades que fazem parte desses destinos.

É esse trabalho que o Viva ESG organiza dentro da Aviva, no Rio Quente Resorts, na Costa do Sauípe e no Hot Park.

Em 2025, os dois destinos consumiram 1.910.494 m³ de água, e a meta é reduzir essa utilização em 15% até 2030. Esse número é apenas uma parte de uma agenda que também envolve resíduos, plástico, emissões, biodiversidade, desenvolvimento das pessoas e impacto nas comunidades.

Os indicadores, resultados e metas operacionais apresentados neste artigo vêm do Relatório de Sustentabilidade 2025 da Aviva. Venha saber tudo sobre o Viva ESG!

O que é o Viva ESG?

Sustentabilidade, em um destino turístico, começa muito antes da chegada do hóspede. Está na forma como a água é utilizada, no destino dado aos resíduos, na energia que movimenta a operação e também na relação com as pessoas que vivem e trabalham nas regiões onde os resorts estão.

O Viva ESG é o programa que organiza os compromissos ambientais, sociais e de governança da Aviva. Seu propósito é traduzido em uma frase: “cuidar das pessoas e da natureza, para fazer o futuro feliz”.

A ideia parte de algo simples: a experiência de hoje depende do cuidado com os lugares que continuarão recebendo famílias amanhã.

Em Rio Quente, isso significa olhar para um ecossistema marcado pelas águas naturalmente quentes e pelo Cerrado. Na Costa do Sauípe, envolve também o litoral, as praias e a biodiversidade costeira. Em ambos os destinos, cuidar da natureza faz parte da continuidade da própria experiência turística.

Por isso, o programa acompanha seus compromissos por meio de metas, indicadores e resultados. A lógica é transformar intenção em acompanhamento concreto: medir o que é feito, entender os avanços e identificar onde ainda é preciso melhorar.

Em maio de 2026, a Aviva recebeu a certificação Empresa B, com 96,5 pontos na versão 1.6 do B Impact Assessment, enquanto a mediana global é de 50,9 pontos. A certificação considera práticas sociais, ambientais e de governança com base em evidências e prevê um novo ciclo de recertificação em 2029.

A Aviva também aderiu, em 2024, ao Pacto Global da ONU, na Rede Brasil, conectando sua agenda aos princípios e objetivos globais de desenvolvimento sustentável.

O programa tem como assinatura “Nossos laços mais fortes com a felicidade”. Conforme o tema, a assinatura pode ganhar outras palavras, como natureza, comunidade, confiança ou futuro, mantendo a mesma ideia de conexão.

[imagem: selo do programa Viva ESG aplicado sobre paisagem do complexo]

Quais Objetivos de Desenvolvimento Sustentável fazem parte do Viva ESG?

Quatro Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) orientam parte dos compromissos acompanhados pela Aviva:

  • ODS 6: Água Potável e Saneamento

  • ODS 8: Trabalho Decente e Crescimento Econômico

  • ODS 12: Consumo e Produção Responsáveis

  • ODS 13: Ação Contra a Mudança Global do Clima

Ao longo do artigo, eles aparecem relacionados às iniciativas que ajudam a colocar cada compromisso em prática.

Água: do ciclo milenar de Rio Quente ao litoral da Costa do Sauípe

Em Rio Quente, a água naturalmente quente faz parte da própria origem do destino. A chuva que cai sobre a Serra de Caldas penetra por fissuras nas rochas, desce a grandes profundidades, aquece pelo gradiente geotérmico e depois retorna à superfície.

Esse percurso pode levar cerca de mil anos, até a água chegar ao Parque das Fontes em torno de 37,5 °C.

É um ciclo natural que ajuda a explicar por que a gestão da água é um tema tão importante para o Rio Quente. Em 2025, Rio Quente e Costa do Sauípe consumiram juntos 1.910.494 m³ de água, considerando as diferentes necessidades da operação, como hospedagem, gastronomia, parques e áreas verdes. A meta é reduzir em 15% a utilização de água até 2030.

Para avançar nessa direção, foram investidos mais de R$ 1,7 milhão em iniciativas como reuso para irrigação, válvulas reguladoras de vazão e ampliação da automação do monitoramento hídrico.

A qualidade também faz parte desse cuidado. Nos destinos, são realizados cerca de 2.500 laudos anuais de análise da água, ajudando a acompanhar variações e orientar a gestão do recurso.

Em Rio Quente, a Estação de Tratamento de Efluentes é 100% autoeficiente em energia solar, conectando dois pontos importantes da operação: o cuidado com a água e o uso de uma fonte renovável.

Para aprofundar o caminho da água em Goiás, leia de onde vêm as águas do Rio Quente, veja também o uso consciente da água no complexo. Para conhecer a experiência de perto, visite o Parque das Fontes.

Já na Costa do Sauípe, a relação com a água assume outra forma. O litoral, as praias, dunas, lagos e rios fazem parte de um ecossistema costeiro que também precisa ser preservado. É nesse contexto que a parceria com a Fundação Projeto TAMAR contribui para a proteção das tartarugas marinhas e aproxima hóspedes, associados e comunidades das ações de conservação.

São ambientes diferentes, mas com uma mesma necessidade: entender a água não apenas como um recurso utilizado pela operação, mas como parte essencial dos ecossistemas que tornam cada destino único.

ODS relacionado: ODS 6 | Água Potável e Saneamento

Resíduos: o que acontece com o que sobra no prato?

Em um resort com restaurantes, buffets e diferentes experiências gastronômicas, a gestão de resíduos começa muito antes de aquilo que sobra chegar à lixeira.

Em 2025, os dois destinos geraram 4.800,30 toneladas de resíduos, sendo 2.434,37 toneladas na Costa do Sauípe e 2.365,93 toneladas em Rio Quente.

Desse volume, 43,4% foram destinados à compostagem, 33% ao coprocessamento e 14,1% à reciclagem. Outros 9,6% foram classificados como não recicláveis.

Os números ajudam a mostrar que dar um destino adequado ao que sobra é tão importante quanto reduzir a quantidade gerada. Em Rio Quente, por exemplo, a taxa de compostagem chega a 63,9%, e o composto produzido alimenta a horta própria do complexo.

Assim, parte do que sobra das refeições retorna à própria operação em forma de nutrientes para o cultivo de alimentos.

Para tornar essa medição ainda mais precisa, foram investidos mais de R$ 35 mil em balanças automatizadas, que pesam os resíduos orgânicos diretamente na fonte de geração. Medir melhor permite entender onde estão as maiores oportunidades de redução.

Nas obras da Costa do Sauípe, há ainda outro exemplo: os resíduos de construção civil tiveram o descarte em aterro zerado por meio de reaproveitamento.

O próximo desafio está na origem. A meta até 2030 é reduzir em 30% a geração de resíduos orgânicos. Afinal, dar um bom destino ao resíduo é importante, mas evitar que ele seja gerado em excesso é um passo ainda mais significativo.

ODS relacionado: ODS 12 | Consumo e Produção Responsáveis

Plástico: por que tirar o copo descartável não basta?

À primeira vista, eliminar um copo descartável pode parecer uma pequena mudança. Quando olhamos para a escala de uma operação como a dos resorts, porém, o impacto ganha outra dimensão.

Em 2025, a Aviva deixou de utilizar 4.150.800 copos plásticos descartáveis de 50 ml, 100 ml e 200 ml. Nos refeitórios, os descartáveis foram substituídos por canecas reutilizáveis em 100% dos casos.

As máquinas de água instaladas nos restaurantes também contribuíram para reduzir a compra de garrafas.

Mas o plástico que circula em um resort não chega apenas pelas mãos dos hóspedes. Ele também está presente nas embalagens que entram na operação diariamente: sachês, filmes, caixas e outros materiais utilizados por fornecedores.

É por isso que o trabalho também começa antes de o produto chegar ao destino. O Rating ESG da cadeia de suprimentos avalia fornecedores a partir de critérios socioambientais, levando esses aspectos para dentro das decisões de compra.

A meta até 2030 é reduzir em 50% o consumo de plástico de uso único.

Ou seja, a questão não é apenas encontrar um destino melhor para o plástico depois que ele foi utilizado. É também repensar, desde a origem, quanto plástico realmente precisa chegar à operação.

ODS relacionado: ODS 12 | Consumo e Produção Responsáveis

As emissões e o rastro que deixamos

Toda operação turística movimenta pessoas, alimentos, equipamentos, energia e infraestrutura. Isso também significa emissões que precisam ser conhecidas e acompanhadas.

Em 2025, a Aviva registrou 9.902,50 toneladas de CO2e somando os três escopos do inventário de emissões.

Nesse mesmo ano, o perímetro do inventário passou a incluir duas novas categorias de Escopo 3, que representaram 2.023,42 tCO2e. A ampliação torna o inventário mais abrangente e precisa ser considerada nas comparações com períodos anteriores.

Os Escopos 1 e 2 registraram, respectivamente, 6.265,36 tCO2e e 1.613,72 tCO2e. A medição segue o GHG Protocol desde 2010, permitindo acompanhar a evolução da operação dentro de uma metodologia consistente.

A meta é reduzir em 15% as emissões dos Escopos 1 e 2 até 2030, chegando a 6.690,81 tCO2e.

Desde 2023, a Aviva também neutraliza as emissões do ano com créditos certificados pela ONU. Em 2025, foram registradas ainda 902,31 tCO2e de remoções biogênicas, reportadas separadamente porque, de acordo com a metodologia utilizada, não podem ser abatidas do total de emissões.

A energia é outra parte importante dessa equação. Em 2025, foram consumidos 35.008,50 MWh, com participação de 11% de energia solar. A meta é reduzir o consumo de energia em 10% até 2030.

ODS relacionado: ODS 13 | Ação Contra a Mudança Global do Clima

Quando sustentabilidade vira experiência de férias

Algumas iniciativas do Viva ESG podem ser acompanhadas de perto por quem visita os destinos. É quando um compromisso que poderia parecer distante ganha rosto, paisagem e história.

Na Costa do Sauípe, por exemplo, os visitantes podem conhecer a base da Fundação Projeto TAMAR, que atua na região desde 1988, antes mesmo da criação do complexo hoteleiro.

Na temporada 2024/2025, foram protegidas 891 desovas, e 48.246 filhotes chegaram ao mar. Desde 2000, quando começou a parceria com a Aviva, são 12.380 desovas protegidas e 685.888 filhotes devolvidos ao mar.

[imagem: filhote de tartaruga marinha a caminho do mar, na Costa do Sauípe]

Em Rio Quente, o Projeto ARES acolhe animais silvestres que passaram por centros de triagem e não podem retornar à natureza, seja por questões de saúde ou comportamento.

Em 2025, o espaço recebeu 210 animais de 36 espécies e foi visitado por 24.024 pessoas. As visitas são guiadas por biólogos do IPEVIS, Instituto de Pesquisa da Vida Silvestre.

Essas experiências ajudam a aproximar o visitante das características naturais de cada destino. Na Bahia, a conservação das tartarugas se conecta ao litoral. Em Goiás, o Projeto ARES aproxima o público da fauna do Cerrado.

É uma forma de perceber que a natureza que faz parte das férias também precisa ser cuidada fora delas. Para conhecer antes de embarcar, veja os artigos: Projeto Tamar na Praia do Forte, como funciona o projeto de conservação e Projeto ARES.

Pessoas e comunidades também fazem parte do compromisso

Uma agenda ESG não se resume ao meio ambiente. Os destinos também fazem parte das comunidades onde estão inseridos e dependem das pessoas que trabalham diariamente para que cada experiência aconteça.

Em 2025, a liderança feminina chegou a 34,15%, com meta de alcançar 50% até 2030.

Também foram registradas 281.283 horas de treinamento, uma média de 6h24 por associado. O indicador mostra o investimento no desenvolvimento das pessoas que atuam diretamente na operação.

O impacto chega ainda à cadeia de fornecedores. A meta para 2030 é que 60% dos fornecedores sejam selecionados por critérios socioambientais e que 30% dos gastos sejam direcionados a fornecedores locais. Em 2025, o gasto local chegou a 34%, superando a meta estabelecida para 2030.

Essa relação com a economia das regiões também aparece na geração de empregos. A operação sustenta mais de 18 mil empregos diretos e indiretos, conectando o desempenho dos destinos ao desenvolvimento das comunidades onde estão inseridos.

Há ainda iniciativas voltadas à educação e às oportunidades, como o Programa Transforma, que busca ampliar o acesso de jovens a oportunidades, e a EJA, voltada à retomada da aprendizagem por adultos. Na Costa do Sauípe, ações de limpeza de praia também aproximam associados, hóspedes e comunidade do cuidado com a orla.

ODS relacionado: ODS 8 | Trabalho Decente e Crescimento Econômico

Como acompanhar e conferir os resultados do Viva ESG?

Se você quiser conhecer os indicadores, resultados e metas em detalhes, o Relatório de Sustentabilidade 2025 reúne essas informações, incluindo o inventário de emissões pelo GHG Protocol, a gestão de água, resíduos e energia e os indicadores sociais e de governança.

A Aviva também acompanha a execução das iniciativas por meio do Indicador de Aderência ESG. Em 2025, foram cadastradas 994 atividades, das quais 989 foram concluídas dentro do prazo, resultando em 99,5% de conformidade.

A nossa página de sustentabilidade apresenta a visão geral do programa e seus projetos, enquanto os conteúdos específicos ajudam a aprofundar cada tema.

Para quem gosta de acompanhar números, metas e metodologia, o relatório é a principal referência sobre os resultados do ciclo de 2025.

Os quatro compromissos ambientais: onde estamos e onde queremos chegar

Compromisso

Resultado de 2025

Meta até 2030

Água

1.910.494 m³ consumidos nos dois destinos

Reduzir 15% a utilização

Resíduos orgânicos

4.800,30 t geridas, 43,4% para compostagem

Reduzir 30% a geração

Plástico de uso único

4.150.800 copos eliminados e 100% dos refeitórios com canecas

Reduzir 50% o consumo

Emissões

9.902,50 tCO2e nos três escopos

Reduzir 15% os Escopos 1 e 2

Todos os valores vêm do Relatório de Sustentabilidade 2025.

Ao longo do semestre, cada compromisso ganhará um artigo próprio aqui no blog:

  • Setembro, água: o caminho da água, das águas termais de Rio Quente ao litoral da Costa do Sauípe, em 18 de setembro.

  • Outubro, resíduos orgânicos: o que acontece com o que sobra no seu prato, na semana de 16 de outubro.

  • Novembro, plástico de uso único: por que eliminar o copo descartável não basta, até 20 de novembro.

  • Dezembro, emissões: o ano em quatro compromissos, na semana de 12 de dezembro.

 

Perguntas frequentes sobre o Viva ESG

A Aviva é uma Empresa B?

Sim. A Aviva recebeu a certificação Empresa B em maio de 2026, com 96,5 pontos na versão 1.6 do B Impact Assessment, enquanto a mediana global é de 50,9 pontos. A certificação considera aspectos sociais, ambientais e de governança com base em evidências, e a próxima recertificação está prevista para 2029.

Como a Aviva cuida da água em Rio Quente e na Costa do Sauípe?

Em Rio Quente, a água das chuvas percorre um ciclo subterrâneo que pode levar cerca de mil anos antes de retornar naturalmente aquecida, em torno de 37,5 °C. Nos dois destinos, são realizados cerca de 2.500 laudos anuais de análise da água. Na Costa do Sauípe, o cuidado também está ligado à preservação dos ecossistemas costeiros e da biodiversidade. A meta é reduzir em 15% a utilização de água até 2030.

O que é o Projeto ARES no Rio Quente?

O Projeto ARES acolhe animais silvestres que passaram por centros de triagem e não podem retornar à natureza, seja por questões de saúde ou comportamento. Em 2025, eram 210 animais de 36 espécies. O espaço recebe visitantes em visitas guiadas por biólogos do IPEVIS.

Como visitar o Projeto TAMAR na Costa do Sauípe?

A base da Fundação Projeto TAMAR fica na região da Costa do Sauípe, onde a instituição atua desde 1988. Na temporada 2024/2025, foram protegidas 891 desovas e 48.246 filhotes chegaram ao mar. As condições e os horários de visitação devem ser confirmados diretamente com a base, pois podem variar conforme a temporada.

Quais são as metas ambientais da Aviva até 2030?

Entre as principais metas ambientais estão reduzir em 15% a utilização de água, 30% a geração de resíduos orgânicos, 50% o consumo de plástico de uso único e 15% as emissões dos Escopos 1 e 2. Há também a meta de reduzir em 10% o consumo de energia.

Onde encontro o Relatório de Sustentabilidade da Aviva?

O Relatório de Sustentabilidade 2025 está publicado em PDF no site da Aviva e reúne os indicadores de desempenho, resultados e metas apresentados neste artigo. O documento também apresenta o inventário de emissões pelo GHG Protocol, informações sobre água, resíduos e energia, além de indicadores sociais e de governança.

Perguntas frequentes

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