O caminho da água: das águas termais de Rio Quente ao litoral da Costa do Sauípe

7 min de leitura18 Setembro, 2026
Aviva Esg   Água

Quando você entra na água morna do Parque das Fontes, está diante do resultado de uma jornada que começou há cerca de mil anos. A chuva que cai sobre a Serra de Caldas penetra pelas fissuras das rochas, desce a grandes profundidades, aquece naturalmente e depois retorna à superfície, chegando ao Parque das Fontes a aproximadamente 37,5 °C.

Na Costa do Sauípe, a água conta uma história diferente. Em vez das águas termais do Cerrado, o cenário é marcado pelo encontro entre praias, dunas, lagos, rios e mar. São experiências distintas, mas que têm algo em comum: a água é parte essencial da paisagem e dos ecossistemas que tornam cada destino único.

O caminho da água começa numa chuva sobre a Serra de Caldas

Quem chega ao Parque das Fontes vê a água brotar morna da pedra e pode imaginar que ela vem de algum lugar próximo. A história, porém, começa muito antes e bem acima dali.

A chuva que cai sobre a Serra de Caldas se infiltra pelas fissuras do quartzito e desce lentamente pelas rochas. Conforme alcança maiores profundidades, a água se aquece pelo calor natural do interior da Terra. Depois, retorna à superfície por outras fissuras, encontrando águas mais próximas da superfície e chegando às fontes em uma temperatura de aproximadamente 37,5 °C.

Esse percurso pode levar cerca de mil anos.

Isso significa que um banho no Parque das Fontes começa muito antes da viagem. A água que hoje faz parte da experiência de quem visita o Rio Quente iniciou seu caminho pela Serra de Caldas em outro momento da história.

É esse percurso que ajuda a explicar de onde vêm as águas quentes do Rio Quente e também o que caracteriza as águas termais.

Por isso, a Serra de Caldas tem um papel tão importante nessa história. É uma das principais áreas de recarga do aquífero termal que abastece as fontes.

Na prática, o que acontece na serra hoje ajuda a determinar o que será possível encontrar nas águas do Rio Quente no futuro. Assim como, a água quentinha na qual você nada hoje, se originou há aproximadamente mil anos!

[imagem: vista da Serra de Caldas Novas ao fundo do complexo de Rio Quente]

Uma água que levou mil anos para chegar merece cuidado

A experiência de aproveitar as águas termais acontece em algumas horas. O ciclo natural que dá origem a elas leva cerca de mil anos. Essa diferença de escala ajuda a entender por que o cuidado com a água precisa fazer parte da rotina dos destinos.

Em Rio Quente e na Costa do Sauípe, são realizados cerca de 2.500 laudos de análise da água por ano, acompanhando sua qualidade e permitindo identificar possíveis alterações.

O cuidado também continua depois do uso. Em Rio Quente, a estação de tratamento de efluentes é 100% autossuficiente em energia solar, combinando o tratamento da água com uma fonte renovável de energia.

E há também um esforço para reduzir o consumo. Em 2025, os dois destinos consumiram juntos 1.910.494 m³ de água, considerando as diferentes necessidades da operação. A meta é reduzir esse consumo em 15% até 2030.

Para isso, estão em andamento iniciativas como reuso da água para irrigação, válvulas reguladoras de vazão e ampliação da automação do monitoramento hídrico.

É um cuidado que acontece longe do olhar de quem está de férias, mas que ajuda a manter a experiência possível no dia a dia. O uso consciente da água no complexo mostra algumas dessas iniciativas em mais detalhes.

Da serra ao litoral. O caminho da água muda, mas o cuidado continua

Rio Quente e Costa do Sauípe estão em paisagens muito diferentes. Um destino está no Cerrado e tem nas águas termais uma de suas principais características. O outro está no litoral baiano, onde a água se relaciona com praias, dunas, rios, lagos e mar.

O que aproxima os dois não é uma mesma água percorrendo os dois lugares, mas a necessidade de cuidar dos ambientes que fazem parte desse ciclo.

Em Rio Quente, esse cuidado inclui 477 hectares de áreas preservadas inseridas no Cerrado e um corredor ecológico que conecta a reserva legal ao Parque Estadual da Serra de Caldas Novas, área diretamente relacionada à origem das águas termais.

Na Bahia, a relação com a água ganha outras formas e envolve a conservação dos ecossistemas costeiros que fazem parte da experiência da Costa do Sauípe.

Na Costa do Sauípe, a água encontra um ecossistema costeiro

Na Costa do Sauípe, a água não sobe do subsolo, ela chega ao mar, aos rios e aos lagos. Também está diretamente ligada à vida que depende desse ambiente.

Por trás da praia, 67,2 hectares de vegetação são preservados na Costa do Sauípe, em uma área de influência da Mata Atlântica e com características próprias dos ecossistemas costeiros.

É nesse ambiente que a relação entre água, areia e biodiversidade fica especialmente evidente.

A Fundação Projeto Tamar atua na região desde 1988, com ações de monitoramento das praias, proteção de ninhos, resgate de animais e educação ambiental. Na temporada 2024/2025, foram 891 desovas protegidas, que resultaram em 48.246 filhotes seguindo em direção ao mar.

Para quem está na Costa do Sauípe, é uma parte da paisagem que muitas vezes acontece sem ser percebida. Mas basta olhar para a praia de outra maneira para entender que aquele cenário também é um espaço de reprodução e conservação da vida marinha.

[imagem: filhote de tartaruga marinha a caminho do mar, na Costa do Sauípe]

O trabalho do Tamar ajuda justamente a proteger esse encontro entre terra e água. O artigo Projeto Tamar na Praia do Forte conta mais sobre essa história e sobre como funciona o trabalho de conservação na região.

Do começo ao fim

O caminho da água assume formas diferentes em cada destino.

Em Rio Quente, começa na chuva que se infiltra pela Serra de Caldas, percorre as rochas por centenas de anos e retorna naturalmente aquecida às fontes.

Na Costa do Sauípe, faz parte de um ecossistema costeiro onde praias, dunas, rios, lagos e mar abrigam uma grande diversidade de vida.

Em comum, os dois destinos mostram que a água é muito mais do que aquilo que encontramos em uma piscina, em um banho ou em um dia de praia. Ela ajuda a formar as paisagens, sustenta ecossistemas e está diretamente ligada à experiência de quem visita esses lugares.

Por isso, cuidar da água também é cuidar dos destinos que fazem parte das férias.

Os números e iniciativas da operação podem ser acompanhados no Relatório de Sustentabilidade 2025, enquanto a nossa página de sustentabilidade reúne outras ações da Aviva.

E o caminho da água continua. No Parque das Fontes, ele chega à superfície depois de uma jornada de cerca de mil anos. Na Costa do Sauípe, encontra o mar e a vida que depende dele. Em cada destino, essa história lembra que cuidar da água é também cuidar dos lugares que tornam cada viagem especial.

Perguntas frequentes

Quanto tempo a água de Rio Quente leva para completar seu ciclo natural?

O percurso da água até as fontes de Rio Quente pode levar cerca de mil anos. Ela se infiltra pelas rochas da Serra de Caldas, alcança grandes profundidades, se aquece naturalmente e retorna à superfície por outras fissuras, chegando ao Parque das Fontes a aproximadamente 37,5 °C.

Como a Aviva monitora e reduz o uso de água nos destinos?

A água é acompanhada por meio de cerca de 2.500 análises por ano. Para reduzir o consumo, os destinos contam com iniciativas como reuso para irrigação, válvulas reguladoras de vazão e automação do monitoramento hídrico. A meta é reduzir o consumo de água em 15% até 2030.

O que a água tem a ver com a biodiversidade da Costa do Sauípe?

A água faz parte da dinâmica dos diferentes ecossistemas costeiros da Costa do Sauípe. Tudo o que acontece em terra chega à água, e o contrário também vale. Praias, dunas, rios, lagos e mar formam ambientes que abrigam diferentes espécies, incluindo as tartarugas marinhas protegidas pelo trabalho do Projeto Tamar.

Qual é o papel do Projeto Tamar na preservação do litoral?

A Fundação Projeto Tamar atua na região da Costa do Sauípe desde 1988, com monitoramento de praias, proteção de ninhos, resgate de animais e educação ambiental. Na temporada 2024/2025, foram protegidas 891 desovas, com 48.246 filhotes chegando ao mar. Segundo os dados apresentados no artigo, desde janeiro de 2000 são 12.380 desovas protegidas e cerca de 686 mil filhotes devolvidos ao mar.

Perguntas frequentes

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