Quando você entra na água morna do Parque das Fontes, está diante do resultado de uma jornada que começou há cerca de mil anos. A chuva que cai sobre a Serra de Caldas penetra pelas fissuras das rochas, desce a grandes profundidades, aquece naturalmente e depois retorna à superfície, chegando ao Parque das Fontes a aproximadamente 37,5 °C.
Na Costa do Sauípe, a água conta uma história diferente. Em vez das águas termais do Cerrado, o cenário é marcado pelo encontro entre praias, dunas, lagos, rios e mar. São experiências distintas, mas que têm algo em comum: a água é parte essencial da paisagem e dos ecossistemas que tornam cada destino único.
O caminho da água começa numa chuva sobre a Serra de Caldas
Quem chega ao Parque das Fontes vê a água brotar morna da pedra e pode imaginar que ela vem de algum lugar próximo. A história, porém, começa muito antes e bem acima dali.
A chuva que cai sobre a Serra de Caldas se infiltra pelas fissuras do quartzito e desce lentamente pelas rochas. Conforme alcança maiores profundidades, a água se aquece pelo calor natural do interior da Terra. Depois, retorna à superfície por outras fissuras, encontrando águas mais próximas da superfície e chegando às fontes em uma temperatura de aproximadamente 37,5 °C.
Esse percurso pode levar cerca de mil anos.
Isso significa que um banho no Parque das Fontes começa muito antes da viagem. A água que hoje faz parte da experiência de quem visita o Rio Quente iniciou seu caminho pela Serra de Caldas em outro momento da história.
É esse percurso que ajuda a explicar de onde vêm as águas quentes do Rio Quente e também o que caracteriza as águas termais.
Por isso, a Serra de Caldas tem um papel tão importante nessa história. É uma das principais áreas de recarga do aquífero termal que abastece as fontes.
Na prática, o que acontece na serra hoje ajuda a determinar o que será possível encontrar nas águas do Rio Quente no futuro. Assim como, a água quentinha na qual você nada hoje, se originou há aproximadamente mil anos!
[imagem: vista da Serra de Caldas Novas ao fundo do complexo de Rio Quente]
Uma água que levou mil anos para chegar merece cuidado
A experiência de aproveitar as águas termais acontece em algumas horas. O ciclo natural que dá origem a elas leva cerca de mil anos. Essa diferença de escala ajuda a entender por que o cuidado com a água precisa fazer parte da rotina dos destinos.
Em Rio Quente e na Costa do Sauípe, são realizados cerca de 2.500 laudos de análise da água por ano, acompanhando sua qualidade e permitindo identificar possíveis alterações.
O cuidado também continua depois do uso. Em Rio Quente, a estação de tratamento de efluentes é 100% autossuficiente em energia solar, combinando o tratamento da água com uma fonte renovável de energia.
E há também um esforço para reduzir o consumo. Em 2025, os dois destinos consumiram juntos 1.910.494 m³ de água, considerando as diferentes necessidades da operação. A meta é reduzir esse consumo em 15% até 2030.
Para isso, estão em andamento iniciativas como reuso da água para irrigação, válvulas reguladoras de vazão e ampliação da automação do monitoramento hídrico.
É um cuidado que acontece longe do olhar de quem está de férias, mas que ajuda a manter a experiência possível no dia a dia. O uso consciente da água no complexo mostra algumas dessas iniciativas em mais detalhes.
Da serra ao litoral. O caminho da água muda, mas o cuidado continua
Rio Quente e Costa do Sauípe estão em paisagens muito diferentes. Um destino está no Cerrado e tem nas águas termais uma de suas principais características. O outro está no litoral baiano, onde a água se relaciona com praias, dunas, rios, lagos e mar.
O que aproxima os dois não é uma mesma água percorrendo os dois lugares, mas a necessidade de cuidar dos ambientes que fazem parte desse ciclo.
Em Rio Quente, esse cuidado inclui 477 hectares de áreas preservadas inseridas no Cerrado e um corredor ecológico que conecta a reserva legal ao Parque Estadual da Serra de Caldas Novas, área diretamente relacionada à origem das águas termais.
Na Bahia, a relação com a água ganha outras formas e envolve a conservação dos ecossistemas costeiros que fazem parte da experiência da Costa do Sauípe.
Na Costa do Sauípe, a água encontra um ecossistema costeiro
Na Costa do Sauípe, a água não sobe do subsolo, ela chega ao mar, aos rios e aos lagos. Também está diretamente ligada à vida que depende desse ambiente.
Por trás da praia, 67,2 hectares de vegetação são preservados na Costa do Sauípe, em uma área de influência da Mata Atlântica e com características próprias dos ecossistemas costeiros.
É nesse ambiente que a relação entre água, areia e biodiversidade fica especialmente evidente.
A Fundação Projeto Tamar atua na região desde 1988, com ações de monitoramento das praias, proteção de ninhos, resgate de animais e educação ambiental. Na temporada 2024/2025, foram 891 desovas protegidas, que resultaram em 48.246 filhotes seguindo em direção ao mar.
Para quem está na Costa do Sauípe, é uma parte da paisagem que muitas vezes acontece sem ser percebida. Mas basta olhar para a praia de outra maneira para entender que aquele cenário também é um espaço de reprodução e conservação da vida marinha.
[imagem: filhote de tartaruga marinha a caminho do mar, na Costa do Sauípe]
O trabalho do Tamar ajuda justamente a proteger esse encontro entre terra e água. O artigo Projeto Tamar na Praia do Forte conta mais sobre essa história e sobre como funciona o trabalho de conservação na região.
Do começo ao fim
O caminho da água assume formas diferentes em cada destino.
Em Rio Quente, começa na chuva que se infiltra pela Serra de Caldas, percorre as rochas por centenas de anos e retorna naturalmente aquecida às fontes.
Na Costa do Sauípe, faz parte de um ecossistema costeiro onde praias, dunas, rios, lagos e mar abrigam uma grande diversidade de vida.
Em comum, os dois destinos mostram que a água é muito mais do que aquilo que encontramos em uma piscina, em um banho ou em um dia de praia. Ela ajuda a formar as paisagens, sustenta ecossistemas e está diretamente ligada à experiência de quem visita esses lugares.
Por isso, cuidar da água também é cuidar dos destinos que fazem parte das férias.
Os números e iniciativas da operação podem ser acompanhados no Relatório de Sustentabilidade 2025, enquanto a nossa página de sustentabilidade reúne outras ações da Aviva.
E o caminho da água continua. No Parque das Fontes, ele chega à superfície depois de uma jornada de cerca de mil anos. Na Costa do Sauípe, encontra o mar e a vida que depende dele. Em cada destino, essa história lembra que cuidar da água é também cuidar dos lugares que tornam cada viagem especial.
Perguntas frequentes
Quanto tempo a água de Rio Quente leva para completar seu ciclo natural?
O percurso da água até as fontes de Rio Quente pode levar cerca de mil anos. Ela se infiltra pelas rochas da Serra de Caldas, alcança grandes profundidades, se aquece naturalmente e retorna à superfície por outras fissuras, chegando ao Parque das Fontes a aproximadamente 37,5 °C.
Como a Aviva monitora e reduz o uso de água nos destinos?
A água é acompanhada por meio de cerca de 2.500 análises por ano. Para reduzir o consumo, os destinos contam com iniciativas como reuso para irrigação, válvulas reguladoras de vazão e automação do monitoramento hídrico. A meta é reduzir o consumo de água em 15% até 2030.
O que a água tem a ver com a biodiversidade da Costa do Sauípe?
A água faz parte da dinâmica dos diferentes ecossistemas costeiros da Costa do Sauípe. Tudo o que acontece em terra chega à água, e o contrário também vale. Praias, dunas, rios, lagos e mar formam ambientes que abrigam diferentes espécies, incluindo as tartarugas marinhas protegidas pelo trabalho do Projeto Tamar.
Qual é o papel do Projeto Tamar na preservação do litoral?
A Fundação Projeto Tamar atua na região da Costa do Sauípe desde 1988, com monitoramento de praias, proteção de ninhos, resgate de animais e educação ambiental. Na temporada 2024/2025, foram protegidas 891 desovas, com 48.246 filhotes chegando ao mar. Segundo os dados apresentados no artigo, desde janeiro de 2000 são 12.380 desovas protegidas e cerca de 686 mil filhotes devolvidos ao mar.